
Abrace-me com carinho, querida. Não me importo com o vinho e com as discussões. Sou todo euforia ao encontrar-te, quebrando a taça e ferindo meus pés. Ofendo-te com ternura, com beijos e toques. Agasalhe-me com sua revolta, sua paixão e raiva. Piso nos cacos, misturando meu sangue ao vinho e a sua fraqueza e tristeza. Caia em meus cuidados, livre-se de mim, evolva-me com sua alegria debilitada. Sinto os cacos em meus pés e seu olhar de insegurança, vergonha, amor e apatia. Apenas esqueça, querida, e me abrace, pois sou em si debilitado, assim como você. Chore, sorria, e me faça sorrir.
